O aumento do salário mínimo autorizado pelo Governo Federal representará um impacto de 5,2% na folha de pagamento da prefeitura de Cascavel, que é de R$ 3 milhões somando os encargos. Segundo o secretário de Finanças, Luiz Freire, com o reajuste do mínimo de R$ 151,00 para R$ 180,00, o gasto com servidores municipais aumentará R$ 160 mil.
Cascavel tem 4,7 mil servidores e 40% ganham salário mínimo. Com o reajuste, a folha de pagamento do município passará a consumir 43% da arrecadação. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), prevê que os gastos com salários comprometam, no máximo, 54% da arrecadação.
Frare afirma que até o final deste ano, Cascavel terá uma margem mínima para negociar as perdas salariais de 60% dos servidores, que ganham mais que o mínimo e têm data-base em maio. ‘‘A nossa folga é de pouco mais de 1%. Ou reduzimos o número de funcionários ou aumentamos a arrecadação’’, justifica.
O prefeito Edgar Bueno (PDT), não descarta um Plano de Demissão Voluntária (PDV), para equilibrar os gastos com salários. Mas a preocupação é perder funcionários que trabalham e ficar com quem não está disposto a contribuir.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismuvel), Antônio Koslowski, não é contra a adoção do PDV e reconhece que o número de funcionários excede a necessidade do município. Porém, afirma que não irá aceitar pressão para que haja demissões. ‘‘Queremos que o processo seja justo e sem pressões’’, conclui.

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