Cascavel lamenta pulverização dos votos
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de outubro de 2002
Gilmar Agassi<BR>Equipe da Folha 
Cascavel Lideranças de Cascavel avaliam que o grande número de candidatos, muitos sem qualquer possibilidade de serem eleitos, foi o principal responsável pelo fato da cidade não ter eleito deputados estaduais. Pelo menos, 15 candidatos inscritos pelo município concorreram a uma vaga à Assembléia Legislativa (AL).
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), Rogério Stein, um dos maiores defensores do Voto Útil, lembra que a entidade se reuniu com representantes dos partidos antes das convenções para pedir que não lançassem candidatos sem possibilidades de serem eleitos. ''Temos potencial para eleger três deputados estaduais, mas ficamos sem nenhum'', lamentou.
O prefeito Edgar Bueno (PDT) disse que a sociedade cascavelense deve fazer ''profunda e definitiva reflexão, a partir da constatação de que a grande profusão de candidaturas locais e consequentemente a pulverização de votos, inclusive para candidatos sem identificação com a cidade e região, mais uma vez comprometeram agressivamente a representatividade política de Cascavel''.
O presidente da Câmara, Atair Gomes da Silva (PDT), entende que a imprensa precisa divulgar os nomes daqueles candidatos que tiveram uma votação inexpressiva e que foram ''diretamente responsáveis'' pela não eleição de outros candidatos ''comprometidos com o município''.
No caso dos deputados federais, a situação foi melhor, já que os candidatos Hermes Parcianello (PMDB), Eduardo Sciarra (PFL) e Fernando Giacobo (PPS) foram eleitos. Mas, isso aconteceu porque os três conseguiram muitos votos em outras cidades, já que para a Câmara Federal também existiam sete candidatos que dividiram os votos.


