Cascavel fala de droga e oração; C.Mourão estréia
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quarta-feira, 16 de agosto de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel e Sid Sauer De Campo Mourão 
Os candidatos a prefeito de Cascavel, deputados estaduais Tiago de Amorim Novaes (PTB) e Edgar Bueno (PDT), apelaram para táticas distintas na estréia do programa eleitoral de rádio e TV. Tiago trouxe à tona um assunto polêmico, o de acusações veladas de que ele teria envolvimento com o crime organizado. No programa de Edgar, houve reza e o uso de um trecho de entrevista do arcebispo D. Lúcio Baumgaertner, em recente pronunciamento sobre as eleições.
Em um dos blocos do programa de Tiago, decicado ao público jovem, um dos figurantes disse que gostaria que o candidato respondesse sobre o que o povo fala sobre o envolvimento do candidato com o tráfico de drogas e desmanche de carros.
A estratégia é desgastar o assunto logo de início para que o opositor não tenha munição pela frente. A tática ficou ainda mais evidente porque Tiago não respondeu à pergunta ontem para prolongar o assunto. Até agora, em nenhum momento Edgar tocou no tema, o que revela outra estratégia: sabe que o concorrente se encarrega de suscitar especulações sobre o assunto.
Em Campo Mourão, a estréia dos candidatos a prefeito na televisão, ontem, não poderia ser mais monótona. Foram 30 minutos de imagens de estúdio e de monólogos que deram sono no telespectador. A pobreza de recursos também chamou a atenção. É a primeira vez que Campo Mourão tem horário gratuito na TV.
No programa de ontem, Nélson Tureck (PFL) usou todos os seus 19 minutos relatando as linhas gerais de seu programa de governo. O programa se limitou a filmá-lo falando. O programa foi cansativo. De mais picante, só a promessa de reduzir o valor do IPTU e do asfalto.
No programa do prefeito Tauillo Tezelli (PPS), com cinco minutos, repetiu-se a falta de imagens externas e de recursos. Tezelli e a mulher dele, Hosana, falaram sobre um monótono fundo cinza. Talvez você não me conheça, disse Tezelli, apesar de estar concluindo o mandato de prefeito e de já ter sido vice-prefeito.
O programa de Chico do PT, também com cinco minutos, foi ainda mais pobre. Começou um cenas de um programa do diretório nacional do PT e terminou com uma entrevista com Chico do PT. A gravação foi caseira, com falhas grosseiras de edição.


