Cascavel extingue tesouraria
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de novembro de 2001
De Cascavel 
O prefeito de Cascavel, Edgar Bueno (PDT), determinou o fim da tesouraria do Município. Ele convocou os secretários de Finanças, Luiz Frare, e Administração, José Alberto Dietrich, para que estudem alternativas para substituir o atual sistema por acreditar ser vulnerável a fraudes. A decisão foi tomada depois que a auditoria realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) descobriu indícios de fraudes na tesouraria da prefeitura.
A auditoria encontrou 29 cheques sem fundos, que juntos somam R$ 466.641.64, guardados em uma caixa de chocolate no fundo do cofre da secretaria de Finanças. A intenção é substituir a atual tesouraria por um processo eletrônico. Edgar pensa em fazer com que todos os recursos arrecadados tramitem apenas em forma de documentos.
Edgar disse anteontem que quer fechar a porta para a possibilidade de fraude similar em seu governo. ''O fechamento da tesouraria da forma atual já é uma decisão. Não sei quando será possível, mas espero que seja este ano'', afirmou.
O secretário de Finanças, Luiz Frare, tem buscando um convênio com duas agências já instaladas na prefeitura, o Banco do Brasil e o Itaú, para que os pagamentos ao Município sejam recolhidos por eles.
Segundo o secretário, nenhum dinheiro circulará mais dentro da prefeitura, para evitar que cheques fantasmas sejam trocados por cheques de origem. ''Está evidente que houve troca de cheques ruins por bons. Já pedimos um levantamento mais apurado que está na fase de conclusão, sobre a quem pertence cada um dos cheques encontrados na tesouraria, para que todos sejam encaminhados à Procuradoria do Município para execução judicial'', ressaltou Edgar. (G.A.)


