O grande distanciamento entre os dois candidatos a prefeito de Cascavel, mostrado em todas as pesquisas eleitorais já tornadas públicas, não arrefece os ânimos na reta final da campanha. Ao contrário, a agressividade verbal se aprofunda. As partes se acusam mutuamente de ‘‘armações’’ e preparação de ‘‘golpes baixos’’ para os últimos dias. Pela Folha Pesquisa, do início do mês, Edgar Bueno (PDT) apareceu com 54,4% das intenções de voto contra 20% de Tiago de Amorim Novaes (PTB).
Ontem, outdoors de Bueno amanheceram inteiramente pichados e o candidato lançou suspeita sobre ‘‘o grupo’’ adversário, enquanto o petebista disse que o próprio Bueno teria mandado pichar ‘‘para criar um fato’’. Os programas do primeiro alertaram para a possibilidade de, até o fim da campanha, haver ‘‘alguma armação pesada contra nós’’. Enquanto isso, a coligação de Tiago especula que a adversária tenha ‘‘armado’’ um flagrante contra o radialista Edson Morais (apresentador de comícios de Bueno), de porte de drogas, para se passar por ‘‘vítima’’ perante o eleitorado.
O pedetista afirma que os últimos dias de campanha o fazem ‘‘aumentar o ritmo de trabalho, levando a nossa proposta de renovação administrativa e política’’. Entre as propostas estão a construção de 500 casas para famílias pobres no primeiro ano de mandato e a implantação da escola integral.
Tiago Novaes procura se apresentar como ‘‘herdeiro’’ de programas e obras do prefeito Salazar Barreiros (PPB) – ‘‘padrinho’’ de sua candidatura – além de ‘‘parceiro do governo do Estado’’. Segundo ele, por isso teria condições de realizar ‘‘o maior número de obras’’, enquanto seu adversário ‘‘é inimigo do governador’’.

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