Câmara e Senado têm ainda TVs e rádios, além de agências de notícias. Estão hoje mais bem estruturadas do que no tempo em que foram criadas - justamente na administração de Sarney -, com alcance em todo o País.
Dispõem ainda de centros de saúde com equipamentos de última geração, sendo que o do Senado é um mini-hospital. Neste, familiares de quem passou pelo Senado por pelo menos quatro meses têm direito a tratamento por toda a vida.
Na Câmara, a estrutura burocrática e administrativa foi mudada mais recentemente que no Senado. Deu-se durante a gestão de Aécio Neves (PSDB-MG), em 2001 e 2002.
A primeira providência do tucano ao assumir o posto foi trocar o diretor-geral Adelmar Sabino, que havia décadas estava ali, por Sérgio Sampaio, um advogado, funcionário de carreira, que cuidava da estrutura técnica da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Aos poucos, Sampaio substituiu os demais diretores.
Se o deputado Michel Temer (PMDB-SP) vencer a eleição para presidente da Câmara, não terá mais a estrutura que deixou montada durante suas duas gestões seguidas à frente da Casa (1997-2000). O diretor-geral e todas as outras diretorias não são mais os do seu tempo nem pertencem à estrutura que ele montou.
De resto, nada mudou. Os ex-presidentes continuam tendo direito a gabinetes maiores e mais próximos do plenário, em uma ala que fica à direita de quem vai do plenário para as comissões. (J.D. e R.C./A.E.)

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