SÃO PAULO - O imperador japonês Akihito e sua mulher, imperatriz Michiko, chegam hoje ao Brasil para uma visita de nove dias. O casal imperial desembarca em Belém, onde ficará até segunda-feira. Mais cinco capitais estão incluídas no roteiro da viagem oficial, feita a convite de Fernando Henrique Cardoso. Akihito vem acompanhado de uma comitiva oficial com 18 autoridades e de outra técnica, com 12 integrantes. Esta é a terceira vez que Akihito visita o País. Nas viagens anteriores, feitas em maio de 1967 e junho de 1978, ele ocupava a condição de príncipe herdeiro.
Oficialmente, a viagem tem como objetivo estreitar os laços de amizade entre os dois países. ‘‘Desde a década de 60, o País já foi visitado por integrantes da família imperial cinco vezes’’, explicou o vice-presidente da Sociedade de Cultura Japonesa, Masato Ninomiya. Ele frisou, no entanto, que há interesses dos dois países em aumentar as relações comerciais.
De acordo com o diretor da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, André Hayashi, o Japão tem um investimento aproximado de US$ 4 bilhões no País. ‘‘Os investimentos diminuíram significativamente na segunda metade da década de 80.’’ O fenômeno, segundo Hayashi, foi provocado pela inflação alta. ‘‘Agora, com a estabilização da moeda, o interesse volta.’’
Minério e gêneros agrícolas são os produtos de maior interesse. Depois de Belém, o casal imperial vai para Brasília. De acordo com o Departamento de Comunicação Social do Itamaraty, imperador e imperatriz vão receber um tratamento semelhante ao dispensado a chefes de Estado. Mas haverá uma diferença. Habitualmente, nas visitas ao Planalto, o convidado faz uma revista à tropa e sobe, então, a rampa para encontrar o presidente. Desta vez, Fernando Henrique Cardoso estará esperando o imperador no pé da rampa.
Um esquema de segurança nunca visto em Belém foi montado para receber o casal imperial. Ao todo, 70 agentes da Polícia Federal, 500 policiais civis e militares, além de agentes japoneses, foram mobilizados.

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