Casa precisa recuperar credibilidade
Arquivado ao final da gestão de Valdir Rossoni (PSDB), o relatório da comissão que revisou o regimento interno da Assembleia Legislativa (AL) é outro ponto a ser retomado nos próximos dias. Antes reticente às mudanças estudadas, principalmente a que dava fim ao "tratoraço" e a que acabava com a reeleição da Mesa Executiva, o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), agora se verá obrigado a, senão incentivá-las, ao menos colocá-las em discussão.
Diante do afã de todos apontarem suas soluções para o problema, só não se sabe se o trabalho de revisão, outrora conduzido por Pedro Lupion (DEM) e Pastor Edson Praczyk (PRB), continuará do ponto que parou ou se começará do zero. Quando os ânimos estão exaltados, mostrar serviço é a melhor - ou única - forma de "se redimir" perante os insatisfeitos.
Assim como o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), enfraquecido após sua primeira batalha política sob comando da ala governista, e os outros 32 parlamentares que subscreveram o pedido de comissão geral do "pacotaço", Traiano terá daqui por diante o desafio de recuperar a abalada credibilidade da AL; desafio esse ainda mais complicado para os 19 "novatos" que acabam de iniciar sua aparentemente conturbada trajetória na Casa.
O painel instalado em frente à Assembleia, contendo os nomes e fotos dos "inimigos da educação", e a infinidade de sátiras relativas ao episódio são um prenúncio de que a missão exigirá paciência e uma boa dose de jogo de cintura. Tal como nuvem, a expectativa é de que as animosidades rapidamente se dissipem, sem antes, porém, trazerem reflexos para o governo e para os poderes que com ele - umbilicalmente - se relacionam. (M.F.R.)





