Casa do Estudante está 'inacabada e inadequada'
Uma das obras em andamento - falta apenas o habite-se - e que passará pela comissão de sindicância da universidade é a Moradia Estudantil, mais conhecida como Casa do Estudante, no campus. A afirmação é do pró-reitor de planejamento, Otávio Shimba, com base em relatório que define a construção como ''inacabada'' e ''inadequada''. O documento será entregue amanhã ao Conselho de Administração (CA) da instituição.
A Casa do Estudante foi construída na gestão anterior para atender reivindicação dos estudantes, antes instalados em situação precária no prédio anexo ao antigo Restaurante Universitário (RU), na Avenida JK. Com construção prevista para abrigar 120 estudantes, porém, a obra não deve abrigar mais que 80, na avaliação do arquiteto. Ele contou que a análise do caso começou quando a gestão recém-empossada recebeu ofício assinado por uma comissão de alunos que reclamava da obra.
''Verificamos que houve uma superutilização do espaço, na avaliação feita por vários profissionais da UEL, não apelas pela diretoria de obras da Pró-Plan. Falta acabamento e, em termos de saúde pública, constatamos que o local é insalubre'', disse, para completar: ''Mesmo os vitrôs nos quartos são inadequados, bem como a falta de calçada externa: isso pode trazer infiltração para a estrutura''. A obra é cercada por área de terra e a fachada permite entrada de água da chuva.
O projeto inicial era para 28 módulos. Modificações na proposta acabaram deixando apenas 21, a um custo de quase R$ 1,5 milhão entre recursos do Estado e da própria UEL. ''Estamos averiguando ainda quanto falta para a Casa mas, desse jeito, está inacabada e inadeaquada, sem sombra de dúvida'', definiu o pró-reitor.
A Folha tentou contato com o ex-vice-reitor da UEL, Eduardo Di Mauro, mas foi informada na casa dele que o professor havia saído ''sem celular''. A ex-reitora também foi procurada, no início da noite, mas não foi localizada - assim como ex-pró-reitor de Planejamento da UEL, Marcos de Toledo Tite. (J.G.)





