A Vigilância Sanitária Municipal fez uma série de 13 exigências para permitir a ocupação da Casa do Estudante da UEL, construída no campus. A obra, inacabada, consumiu cerca de R$ 1,4 milhão e não tem condições sanitárias de receber os alunos. Cerca de 100 acadêmicos que dependem de moradia estudantil estão alojados num antigo hotel, próximo da rua Sergipe, custeado pela UEL - R$ 30 mil mensais.
Entre as exigências da Vigilância estão a instalação de corrimão nas escadas para melhorar a acessibilidade; de janelas para impedir entrada de chuva; suportes para toalha e sabonete líquido nos banheiros; abrigo de lixo; banheiros para funcionários, visitas e portadores de deficiências; bebedouros; telas nas janelas da cozinha; piso anti-derrapante; ralos para escoamento de água; forro de laje; e laudo de desinfecção e desratização.
O coordenador da Vigilância, Rogério Lampe, explicou que os apontamentos visam evitar problemas para a saúde dos estudantes. De acordo com ele, a construção deve passar também por vistoria do Corpo de Bombeiros. ''Além de evitar doenças, as autoridades têm que prezar pela segurança dos moradores. É crucial este tipo de cuidado em locais com grande circulação de pessoas''.
O Pró-Reitor de Planejamento da UEL, Otávio Shimba, explicou que a maior parte das recomendações são similares às contidas em relatório da própria instituição, apresentado em agosto ao Conselho de Administração. Segundo Shimba, o custo das adequações alcança R$ 250 mil.
A Casa do Estudante teve as obras iniciadas pela ex-reitora Lygia Pupatto e foi dada como concluída pelo ex-vice reitor, Eduardo di Mauro, no último dia da gestão. Di Mauro substituiu a ex-reitora em abril deste ano quando ela assumiu a secretaria estadual de Ciência e Tecnologia. Apesar do gasto já realizado, o projeto inicial que previa vagas para 140 alunos foi reduzido para 80 no decorrer da obra. A comissão interna da UEL citada pelo Pró-Reitor também considerou imprescindível o calçamento do entorno do prédio para evitar a infiltração de água nas fundações e a sujeira de barro nas paredes em dias de chuva.
''Sem as alterações, a UEL não consegue habite-se. Nosso problema é falta de verba, mas pretendemos concluir as reformas até julho do ano que vem'', afirmou Shimba.

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