Da Redação
A Cash Câmbio e Turismo, de Cascavel, que pertenceu ao deputado estadual Antônio Carlos Barater (PSDB), é uma das investigadas pela CPI do Narcotráfico. A casa de câmbio, que não está mais operando, foi citada ontem pelo jornal ‘‘Folha de S.Paulo’’, como uma das empresas que utilizou ‘‘laranjas’’ para enviar dólares ao exterior por meio das contas CC-5. O deputado disse ontem à Folha que está aguardando o desfecho das investigações. ‘‘Dei depoimento ao procurador e estou aguardando’’.
O procurador a que ele faz referência é o da República em Cascavel, Celso Antônio Três, que ofereceu denúncia contra Barater e seu irmão, Mauro Judas Barater. ‘‘Esse processo é antigo, é de 97’’, disse. Por causa da imunidade parlamentar do deputado, o processo está suspenso. ‘‘A gente vive muito pouco para esquentar a cabeça’’, argumentou. O deputado ironizou, porém, a quantidade de denúncias oferecidas contra ele e seu irmão pelo procurador. ‘‘Faltou até artigo no Código’’.
De acordo com a ‘‘Folha de S.Paulo’’, 12 pessoas e empresas que tiveram os sigilos quebrados pela CPI, usaram as CC-5 para enviar R$ 50,3 milhões para o exterior de 96 a 98. A Cash teria mandado R$ 30,7 milhões.

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