Casa Civil nega dossiê, mas oposição quer CPI
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de março de 2008
Gabriela Guerreiro e Renata Giraldi<BR>Folhapress 
Brasília - A Casa Civil divulgou ontem nota oficial para rebater denúncia publicada pela ''Folha de S.Paulo'' que atribui à secretária-executiva da pasta, Erenice Alves Guerra, o vazamento de informações sigilosas do suposto dossiê com informações de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com cartões corporativos. A Casa Civil reafirma que nunca houve a montagem de dossiê anti-FHC, apenas uma ''alimentação na base de dados'' do Suprim (sistema oficial de controle de despesas com suprimentos de fundos do governo).
''A matéria, de forma maliciosa, dá a entender que a secretária-executiva teria assumido a responsabilidade de 'organizar processo de despesas de FHC, isentando a chefe (no caso, a ministra Dilma Rousseff) de ter tomado a decisão'. Isso não é verdade. Se 'processo de despesas de FHC', nas palavras do jornal, é sinônimo para dossiê, a secretária-executiva nunca assumiu essa responsabilidade pelo simples fato de que nunca existiu qualquer dossiê'', diz a nota.
A oposição (DEM e PSDB) está disposta a criar uma nova CPI para investigar os cartões corporativos do governo, apenas no Senado, se a base aliada do governo insistir que a ministra Dilma Rousseff não deve prestar depoimento para esclarecer o suposto dossiê contra o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).


