Curitiba - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo do Senado ouviu o depoimento anteontem do empresário Carlos Carvalho, ex-secretário municipal de Curitiba, na gestão Cassio Taniguchi (DEM), para explicar denúncias feitas na comissão de que sua empresa seria beneficiária de concorrências direcionadas em aeroportos de todo o Brasil. As denúncias foram feitas pela publicitária Sílvia Pfeiffer - que chegou a dizer que a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) receberia propina da Aeromídia em troca de contratos de propaganda. A filha de Silvia era sócia de Carvalho e foi excluída da sociedade por uma liminar do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.
Carvalho negou qualquer benefício irregular. Garantiu que todos os contratos foram firmados com base em preceitos legais e que jamais pagou propina para qualquer funcionário em aeroportos brasileiros.
Carvalho entrou na Aeromídia como sócio-minoritário em 2001, com 25% das ações. Segundo ele, na época 50% eram da filha de Sílvia Pfeiffer e os 25% restantes pertenciam a um sócio de Rondônia, que vendeu a cota para o empresário.
O relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), disse que o empresário não conseguiu se justificar e demonstrar a contento que estava isento das acusações da ex-sócia. ''Ele parece muito enfronhado nas artimanhas da delinquência'', acusou. Carvalho não gostou da observação do parlamentar e já está estudando medidas judiciais contra a CPI. Uma das atitudes mais questionadas foi o fato de revelar dados do sigilo telefônico, fiscal e bancário de Carvalho em audiência pública.

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