Agência Estado e
Agência Folha
O ex-ministro do Desenvolvimento, Clóvis Carvalho, admitiu ontem, em São Paulo, que a amizade com o presidente Fernando Henrique continua a mesma. ‘‘Vou continuar dando a colaboração que for necessária. Eu volto a ser do mesmo jeito que era era. Eu trabalhava em uma empresa. Fui convidado para ir para o governo e fui.’’ Carvalho saiu de sua casa na Lapa, zona oeste da capital, por volta das 8h30, acompanhado de sua mulher dona Gema. Ficou ausente por 1h10, voltando com um pacote de uma padaria, com pães.
Carvalho disse que não daria entrevista e que seria inútil os repórteres ficarem em frente à sua casa. Foi cordato e educado, salientando que havia informado aos diretores de jornais que não daria entrevista. ‘‘O que eu tinha de dizer está publicado no meu discurso que ‘‘O Estado’’ publica hoje (ontem)’’, disse Clóvis Carvalho, já entrando em sua casa, alegando que agora não é mais homem público e tem o direito de não dar entrevistas.
Perto das 11 horas, acompanhado da mulher Gema e de uma amiga do casal, Carvalho deixou sua casa, carregando uma pequena mala, dizendo que passaria o dia fora de São Paulo, na casa de amigos, retornado à noite.
Ele viajou para um condomínio fechado perto de Itu, no interior de São Paulo, onde se refugiou na casa de Domingos Pinto Xavier Junior, identificado como sendo um amigo de sua família.
Quanto ao seu futuro, o ex-ministro declarou que talvez volter para a iniciativa privada. Ele já ocupou a vice-presidência do grupo Villares.

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