CARTÕES CORPORATIVOS - Partidos de oposição querem nova CPI
Os partidos de oposição no Senado (DEM e PSDB) pretendem criar uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os gastos com os cartões corporativos do Governo Lula. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) comprometeu-se a ler o requerimento de criação da CPI apenas de senadores nesta terça-feira. A medida é uma resposta ao rolo compressor do governo que conseguiu impedir a convocação da ministra Dilma Rousseff e de duas de suas assessoras na Casa Civil para a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Investigação), que é composta por senadores e deputados. A polêmica sobre o uso dos cartões corporativos se arrasta desde o dia 13 de janeiro, quando dados da Controladoria Geral da União (CGU), revelaram que o Governo Lula havia batido recorde de gastos nesta modalidade em 2007 - tendo um aumento de 129% em relação a 2006. Desde então, o governo mudou as regras para gastos com os cartões e a ministra Matilde Ribeiro caiu após pagar compras em um free-shop com o cartão corporativo. O ministro do Esporte, Orlando Silva, também foi descoberto ao usar o cartão para comprar uma tapioca no valor de R$ 8,30, em Brasília, e gastar mais R$ 196,23 em uma churrascaria no Rio de Janeiro.
Formada por deputados e senadores, essa comissão tem a mesma competência da que é formada apenas por um dos grupos e que é conhecida como CPI. O artigo 58 da Constituição Federal confere a essas comissões poderes próprios do Judiciário, como a quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos investigados
Foram introduzidos na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para, segundo o governo, facilitar a transparência das contas. O objetivo era diminuir os gastos por meio da comprovação de notas, um procedimento de prestação de contas menos transparente
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