Cartilha orienta profissionais
Curitiba - A luta dos advogados pelo total direito de defesa dos clientes acusados de cometer crimes já se traduziu num manual que está sendo editado pelo Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa). O material é uma cartilha sobre como agir caso a polícia vá ao escritório com a intenção de apreender documentos nele existentes e se destina aos escritórios de São Paulo, principais alvos das operações.
Entretanto, muitas operações neste sentido ocorreram também em Curitiba. Na Operação Tentáculos, houve busca e apreensão no escritório do criminalista Peter Amaro de Sousa, que teve a prisão preventiva decretada e é considerado como foragido. Na mesma operação, o escritório de outro criminalista (coronel Lúcio Mattos) acabou sendo revirado e o material encontrado foi apreendido. Ele ainda está preso por determinação judicial e foi indiciado em inquérito policial.
Dentre outras dicas, o manual do Cesa aconselha a administração do escritório a contatar os sócios para avisar sobre a diligência, que geralmente começa ''a partir das 6 horas''. O abecedário de como agir em caso de invasão sugere, ainda, que seja exigida a identificação da autoridade policial, se verifique se o mandado foi lido antes do acesso ao escritório e se obtenha uma cópia do mandado. ''Em caso de divergência'', diz o manual do Cesa, ''conversar somente com a autoridade responsável pela diligência, anotando seu nome e cargo, de forma serena e firme, esclarecendo os aspectos formais e as prerrogativas profissionais dos advogados''. (L.P.)





