Curitiba - Depois de um tempo de aparente calmaria, a Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) voltou à carga na disputa que trava com o governo do Paraná pelo preço das tarifas de pedágio. A associação divulgou uma cartilha entitulada ''Tudo o que o governo do Estado não quer que você saiba sobre o pedágio no Paraná''. O documento é uma resposta à cartilha divulgada pelo governo estadual em março deste ano, que tinha o subtítulo ''Tudo o que você precisa saber sobre o pedágio no Paraná''.
A ''contracartilha'' da ABCR apresenta respostas da associação quanto a denúncias apresentadas pelo governo estadual em sua cartilha. Na abertura do texto, a ABCR informa que a cartilha será distribuída para ''autoridades brasileiras para informar o que se passa no Paraná''. Durante a semana, exemplares da cartilha também foram distribuídos para veículos de comunicação do Estado.
Na revista de 16 páginas, a ABCR nega a afirmação do governo de que as tarifas atualmente praticadas poderiam ser reduzidas em até 38% com base nos balanços apresentados pelas próprias concessionárias entre 1998 e 2003. A ABCR afirma que os cálculos de investimentos levados em conta pelo governo são muito menores do que os efetivamente realizados, além de destacar que o governo não levou em conta as previsões de investimentos para os próximos anos previstos em contrato.
A cartilha da ABCR foi divulgada em um momento em que tanto concessionárias como o governo aguardam uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a respeito das tarifas praticadas no Estado. As concessionárias exigem que o Departamento de Estradas de Rodagem autorizem um reajuste médio de 15,34% nas tarifas, conforme previsto em uma das cláusulas do contrato. O governo alega que o reajuste não pode ser concedido enquanto a real situação econômica das concessionárias for levantada. Não há previsão de julgamento da ação no STJ, que pode definir se a liminar que suspendeu temporariamente o reajuste será ratificada ou não.

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