Carter visita Cuba
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domingo, 12 de maio de 2002
Agência EFE 
HavanaO ex-presidente norte-americano Jimmy Carter chegou a Havana ontem e foi recebido pelo chefe do Estado cubano, Fidel Castro. Vestido de terno e gravata, em vez de sua frequente farda verde oliva, Fidel cumprimentou Carter ao pé das escadas do avião.Em seguida, o presidente cubano, o ex-presidente norte-americano e sua esposa, Rosalynn Carter, assistiram à execução dos hinos nacionais de Cuba e dos EUA. Chegamos como amigos do povo de Cuba e temos a esperança de conhecer cubanos de diferentes estilos de vida, disse Carter em um breve discurso em espanhol. O visitante permanecerá em Cuba até a próxima sexta-feira.
Castro assegurou ao seu convidado que facilitará a comunicação com nosso povo para que o senhor transmita a ele tudo o que deseje expressar, estejamos ou não de acordo com parte ou com tudo do que seja apresentado.
O ex-presidente norte-americano ressaltou que os princípios do Centro Carter, que ele dirige, são a paz, os direitos humanos, a democracia e o alívio do sofrimento humano. Compreendemos que sobre alguns destes temas temos diferenças, mas agradecemos a oportunidade para tentar identificar alguns pontos em comum e algumas áreas de cooperação, acrescentou.
Carter lembrou que ele e sua esposa estiveram em Cuba em 1955, quatro anos antes do triunfo da revolução liderada por Castro, que desde então trava uma luta política com os EUA.
O chefe do Estado cubano reconheceu que não é segredo para ninguém que durante quase meio século as relações entre nossas duas nações não foram muito boas. Castro elogiou os esforços de Carter para a melhora desse relacionamento durante o seu mandato e negou que o convite feito ao ex-governante obedeça a uma astuta manobra ou a um interesse político mesquinho.
Terá acesso livre a qualquer lugar que desejar ver, em nada nos sentiremos ofendidos por qualquer contato que deseje fazer, inclusive com aqueles que não compartilham com nossa luta, afirmou Castro.
Apesar de não fazer parte da agenda oficial, Carter se encontrará, provavelmente na quinta-feira, com membros da dissidência interna da ilha, informaram fontes da oposição.


