Curitiba - O deputado estadual reeleito Geraldo Cartário não foi convidado ontem para a reunião interna entre os eleitos do PMDB. De acordo com o deputado estadual eleito Luiz Cláudio Romanelli, secretário-geral do PMDB do Paraná, o partido irá definir penalidades ao parlamentar pela ''postura adotada no segundo turno'' das eleições de 2006. ''Não convidamos pela falta de compromisso dele com o Requião no segundo turno. A situação dele é complexa, delicada'', disse Romanelli.
Cartário é do PMDB e apoiou publicamente a campanha de Alvaro Dias (PSDB) ao Senado. O partido havia deliberado internamente o apoio a Gleisi Hoffmann (PT). A postura do parlamentar tem sido apontada como anti-ética. Romanelli não quis falar sobre expulsão. Mas admitiu que Cartário pode ser ''convidado'' a deixar o partido. ''Estamos ainda analisando. Pode ser que ele (Cartário) seja desligado do PMDB'', avisou. Cartário recebeu verba da campanha de Alvaro no primeiro turno. O dinheiro teria sido usado para a produção das chamadas ''colinhas'' com os números dos candidatos (Cartário e Alvaro).
Ontem o presidente da sigla, deputado estadual Dobrandino da Silva, comentou que o caso deverá ser ''discutido melhor'' na reunião do PMDB da próxima semana, mas garantiu que alguma providência será tomada. Cartário entrou de licença médica pouco depois das eleições de 1º de outubro. E só deve voltar à Assembléia Legislativa no final do mês.
Extra-oficialmente, a informação é de que ele estaria disposto a sair do PMDB em breve e que ainda não teria definido um novo partido. A assessoria de imprensa do parlamentar, porém, disse ontem que ele ainda está analisando o assunto. (Colaborou Catarina Scortecci)

mockup