Carro de Carli Filho bateu a 167 km/h
Curitiba - O Volkswagen Passat que o ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho dirigia na madrugada do dia 7 de maio estava a 167 quilômetros por hora quando colidiu com o Honda Fit de Gilmar Rafael Yared, matando o motorista e Carlos Murilo de Almeida. A conclusão é do laudo do Instituto de Criminalística (IC) sobre o acidente. A velocidade apontada tem margem de erro de seis quilômetros por hora para mais ou para menos.
O documento foi entregue a Armando Braga, delegado titular da Delegacia de Delitos de Trânsito na última sexta-feira. Ontem o delegado encerrou o inquérito no qual conclui que Carli Filho cometeu duplo homicídio com dolo eventual. ''O acidente foi resultado da conduta do ex-deputado que estava com a carteira de habilitação suspensa, em alta velocidade e sob a influência de álcool'', disse.
O delegado deve entregar na próxima quinta-feira o inquérito ao Ministério Público (MP). A partir da entrega, os promotores da 2 Vara de Delitos Trânsito têm 15 dias para denunciar ou não o ex-parlamentar à Justiça. A expectativa é que o caso vá a Júri Popular caso Carli Filho seja denunciado por homicídio com dolo eventual. Desde 9 de junho ele já estava indiciado por esse crime, cuja pena prevista é de seis a 20 anos.
Para o advogado da família de Yared, Elias Mattar Assad, a estimativa de velocidade calculada pelos peritos do IC é ''prudente''. ''Eles foram bastante prudentes, conservadores nessa análise, como cabe a esse tipo de trabalho.'' O cálculo realizado por peritos contratados por Assad é de que o carro do ex-parlamentar estaria em uma velocidade entre 172 km/h e 191 km/h.
Segundo Braga, o IC chegou a testar a hipótese do Passat estar a 190 km/h. ''A conclusão a que os peritos chegaram é que o veículo poderia até mesmo ter passado por cima do Honda sem atingi-lo, se estivesse nessa velocidade.''
O advogado do ex-deputado, Roberto Brzezinski, disse à FOLHA que não teve acesso ao inquérito e não iria comentar as conclusões do delegado. O MP também informou que só irá comentar o caso depois que o inquérito for entregue.





