Carreira política começou com o partido de Collor
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quarta-feira, 10 de novembro de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O empresário Antonio Celso Garcia (PP), mais conhecido como Tony Garcia, começou a carreira política ligado ao ex-presidente Fernando Collor de Melo, do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), alvo de impeachment. Em 1990, Garcia tentou uma vaga no Senado. Obteve 690.975 votos na primeira campanha mas não conseguiu se eleger. Em 1994, tentou de novo uma das 81 cadeiras no Senado. Obteve 895.923 votos mas a tentativa foi novamente frustrada.
Em 1998, Garcia adotou um plano mais modesto e conseguiu eleger-se para a Assembléia Legislativa. Fez 44.658 votos. Como deputado estadual, ocupou a liderança do Partido Progressista Brasileiro (PPB), hoje chamado apenas de Partido Progressista (PP).
Tony Garcia conseguiu farta exposição na mídia em 2001, quando presidiu a CPI da Telefonia da Assembléia. A CPI, montada inicialmente para investigar abusos por parte das operadoras, acabou enveredando para denúncias de escutas ilegais no governo do Estado. Por causa disso, a CPI foi barrada pela Justiça. Mas Garcia conseguiu concentrar os holofotes necessários para alavancar sua candidatura ao Senado em 2002.
Apesar do empenho em se eleger senador, mais uma vez Garcia viu seu sonho morrer. Seu maior oponente foi o ex-governador Paulo Pimentel, que concorreu pelo PMDB. Depois de trocarem muitas farpas e absorver o consequente desgaste, nenhum dos dois conseguiu se eleger. A vaga ficou com o petista Flávio Arns.
Após a derrota, Tony Garcia anunciou que estava se afastando da política para dedicar-se aos negócios. Nas eleições para prefeito este ano, porém, o empresário voltou a aparecer nas rodas políticas que cercaram o candidato eleito Beto Richa (PSDB). (Colaboraram Rodrigo Sais e Andréa Bordinhão)


