Cármen Lúcia afirma que justiça deve ser rápida
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domingo, 08 de julho de 2018
Das agências 
Brasília - A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, afirmou em nota neste domingo (8) sobre o pedido de soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a justiça deve ser rápida e sem quebra de hierarquia. "A justiça é impessoal, sendo garantida a todos os brasileiros a segurança jurídica, direito de todos", disse a ministra, que se manifestou num dia marcado pela confusão jurídica no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que enfrentou decisões conflitantes entre desembargadores sobre a liberdade de Lula.
"O poder judiciário tem ritos e recursos próprios, que devem ser respeitados", assinalou a presidente. Em abril, no colegiado do STF, Cármen votou para negar o habeas corpus do petista, somando a maioria que se pronunciou pela execução de pena de Lula após condenação em segunda instância.

PROCURADORES
Os 13 procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato divulgaram uma nota pública neste domingo (8) em que "repudiam a decisão do desembargador Rogério Favreto", plantonista do TRF-4, que mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - preso e condenado desde o dia 7 de abril.
"A Força Tarefa Lava Jato repudia a decisão do desembargador Favreto, tendo em vista o absoluto desrespeito às reiteradas decisões das diversas instâncias do Poder Judiciário em manter o condenado Luiz Inácio Lula da Silva preso após a análise do mérito de seus recursos", informa a força-tarefa.
Segundo a nota, "desde a manhã, o MPF está trabalhando de modo articulado e intenso em suas várias instâncias para reverter a teratológica decisão".


