Carli Filho deve depor em Guarapuava
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quinta-feira, 04 de março de 2010
Rosiane Correia de Freitas<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- O juiz Daniel R. Surdi de Avelar, que preside o processo movido contra o ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho por duplo homicídio com dolo eventual, informou ontem que o ex-parlamentar deverá depor provavelmente em Guarapuava. Segundo Avelar, como a residência oficial do réu é naquela cidade, ele tem o direito de prestar depoimento lá por carta precatória. ''Não se trata de nenhum privilégio. Estamos cumprindo à risca o rito processual'', explicou.
Ontem foram ouvidas três testemunhas de defesa, entre elas o empresário Yuri Cunha, que estava passando de carro pela na rua Paulo Gorski a 30 metros do local da colisão, na esquina com a rua Ivo Zanlorenzi, no momento do acidente que envolveu Carli Filho.
Na audiência de ontem, ele confirmou que viu um veículo preto em alta velocidade transitando pela Ivo Zanlorenzi. ''Depois ouvi um estrondo muito forte. Pensei até que um transformador tivesse explodido'', contou. Cunha, no entanto, reafirmou que não viu a colisão.
Outras duas testemunhas depuseram sobre o caráter do ex-deputado. Uma terceira pessoa que deveria ser ouvida ontem não compareceu à audiência. Segundo o juiz, os advogados de defesa tem até segunda-feira para decidir se mantêm a intimação ou se desistem do depoimento. ''Essa testemunha não foi intimada pessoalmente'', explicou Avelar.
Ainda restam outras seis testemunhas de defesa que não residem em Curitiba e deverão ser ouvidas por carta precatória. A previsão é que essa fase do processo seja encerrada até o fim de maio, começo de junho. ''Não há como prever uma data porque isso depende de outros juízes que vão atuar no processo'', disse Avelar. Só com a conclusão dos depoimentos é que Carli Filho deverá ser intimado a depor. Depois do ex-deputado ser ouvido, o juiz do caso deverá decidir se o caso vai para júri popular ou não.


