Cargos na Receita são legais, afirma procurador-geral
O procurador-geral do Estado do Paraná, Joel Coimbra, disse ontem em Curitiba que a constitucionalidade da lei que abriu caminho à indicação política para a ocupação de 48 cargos da alta chefia da Receita Estadual é irrefutável. Anteontem, o PMDB do Paraná ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei no Supremo Tribunal Federal, em conjunto com o PMDB nacional e o Sindicato dos Agentes Fiscais da Receita Estadual do Paraná. A ação foi proposta pelo ex-procurador-geral da República, Aristides Junqueira.
Ainda não recebemos a citação, mas o Estado irá se defender. Participei da discussão da lei como presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e não há o que questionar, afirmou. A lei foi aprovada no final do ano passado, quando Coimbra era deputado. Ele disse que o objetivo do projeto, de autoria de Horácio Rodrigues (PL), foi permitir que o governo tenha liberdade para indicar quem quiser na carreira.
Ele negou a motivação política do projeto. Não significa partidarizar a função pública e o governador não irá nomear pessoas que não atendam aos interesses do serviço, garantiu. Ele considerou como natural a discussão do sindicato e dos fiscais sobre a nova legislação, mas afirmou que não justifica o susto. Talvez para a classe seria mais produtivo indicar nomes para assumir as delegacias da Receita e tenho certeza que o governo irá acolher as indicações.
Sobre os comentários do senador Roberto Requião (PMDB), de que a ação de inconstitucionalidade quer combater a corrupção e evitar o loteamento das chefias da Receita para não permitir o que ocorreu com as administrações regionais, em São Paulo, o procurador-geral do Estado disse que o senador pode ficar tranquilo que Lerner não vai repetir os métodos que ele (Requião) usou. (P.Z.)





