Curitiba - A nomeação de funcionários em cargos de comissão alocados nas comissões permanentes e temporárias da Assembleia Legislativa gerou polêmica entre os deputados ontem. O deputado Tadeu Veneri (PT) defendeu na tribuna que o presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), ''radicalize'' e não assine a nomeação de nenhum funcionário nas comissões. Em resposta, o deputado Nereu Moura (PMDB) declarou que ''é fácil fazer demagogia na tribuna''.
A Assembleia tem 19 comissões, entre permanentes e temporárias, cada uma com direito a 13 cargos e R$ 52 mil para contratação de pessoal. Segundo Veneri, a expectativa é que a Casa realize concurso público para suprir parte desses cargos em 2011, uma vez que este ano não é possível contratar por conta das eleições.
Segundo o parlamentar, havia um acordo para que não houvesse novas nomeações para atender as comissões. ''As comissões funcionariam com os funcionários que estão agora'', explicou. O parlamentar denunciou na tribuna que existiria ''uma pressão'' para que os cargos das comissões fossem usados para acomodar nomeações de funcionários de deputados que já teriam utilizado a cota disponível para isso nos gabinetes, que é de cerca de R$ 60 mil.
A ''pressão'' também teria sido sentida pela deputada Rosane Ferreira (PV). ''Me causou estranheza quando fui abordada para ceder cargos da minha comissão para outros deputados'', relatou.
O petista disse não acreditar que ''ainda exista deputado achando que pode nomear cabo eleitoral nas comissões e achar que o MP (Ministério Público), a Polícia Federal e a imprensa não vão perceber''. ''Se alguém está com problema para acomodar seus apaniguados que mande no Sine (Sistema Nacional do Emprego).''
Ele também criticou o que chamou de uso político dos cargos das comissões. Para o parlamentar, dos 13 cargos previstos por comissão, somente um deve ser provido por comissionado.
Gratificações
A Mesa Executiva da Assembleia regulamentou no último dia 10, a ampliação, em 60%, do valor disponível para os deputados para a remuneração de funcionários dos gabinetes. O pagamento das gratificações eleva o limite da verba de contratação de R$ 37.580,00 para R$ 60.128,00 por gabinete. Cada parlamentar pode contratar de cinco a 23 funcionários.

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