O que os dois procuradores têm em comum - além dos vencimentos elevados - é o fato de que afastaram-se do Ministério Público em 16 de janeiro de 1990. Devidamente autorizados pelo procurador-geral de Justiça da época, Antonio Araldo Ferraz Dal Pozzo - hoje advogado de ambos -, Bertone e Mágino passaram a exercer ‘‘função de confiança’’ no Palácio dos Bandeirantes. O governador era Orestes Quércia. Eram os tempos da ‘‘República dos promotores’’, como ficou afamado o Ministério Público atrelado ao Executivo.
Bertone assumiu o cargo de ‘‘assessor especial ’’ do então secretário de Governo, o ex-procurador-geral de Justiça, Cláudio Alvarenga (hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado). Mágino foi direto para a assessoria de confiança do governador. Ambos permaneceram no Palácio até fins de 1994 - durante todo o governo de Luiz Antonio Fleury Filho, procurador de Justiça aposentado e hoje deputado federal pelo PTB.
Como assessores, Bertone e Mágino mereceram uma gratificação inicial, a título de representação. Por resolução de novembro de 1993, Bertone foi designado para, na qualidade de ‘‘assessor especial’’, exercer suas funções junto à representação do Estado de São Paulo no Congresso. Em razão dessa designação, passou a obter uma gratificação mensal correspondente a 100% de seus vencimentos, ‘‘ficando cessados os efeitos da gratificação anteriormente arbitrada’’. (AE)

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