A Câmara de Londrina aprovou em segunda discussão ontem dois dos projetos que criam 432 cargos para a Saúde, incluindo vagas para médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas e auxiliares que vão trabalhar em programas custeados pelo governo federal, como Saúde da Família, Samu e Internação Domiciliar. As propostas seguem agora para sanção do prefeito.
Segundo o secretário de Saúde, Francisco Eugênio, o edital do concurso está quase pronto - será publicado até o começo de junho. Um mês depois, devem ser realizadas as provas e no começo de agosto os profissionais começarão a ser chamados. ''Devido à falta de tempo, a própria secretaria está organizando o concurso, inclusive as provas'', explicou.
Os servidores devem começar a trabalhar até 1º de setembro porque em 31 de agosto vencem os contratos temporários dos funcionários contratados há dois anos. Dos 432 cargos, 297 estão preenchidos hoje; 111 ficaram vagos ao longo dos últimos meses; e 24 são para compensar a jornada menor do servidor público (os temporários tinham carga horária de até 40 horas semanais enquanto os servidores municipais têm jornada máxima de 30).
Mesmo com as novas contratações - sendo a maior parte reposição e 111 novas vagas, a Saúde ainda fica com um deficit de cerca de 700 servidores, uma vez que o montante estimado pela equipe do prefeito na campanha eleitoral era de 800. A meta da secretaria é contratar, até o final deste ano, funcionários suficientes para alcançar 102 equipes do PSF. Hoje são 75.
Também são necessários funcionários para as duas novas unidades de pronto atendimento (UPA) do Jardim Sabará e do Jardim do Sol. Cada uma precisa de cerca de 200 profissionais. E novos postos de saúde que serão construídos no Vista Bela, Panissa, Campos Verdes, Siam e Cristal também vão demandar servidores: cerca de 50 cada um. A meta é chegar a 800 novos servidores ao final de quatro anos de governo.

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