Os prefeitos da RML João Pavinato (PSDB), de Cambé, e Johnny Lehmann (PTB), de Rolândia, negaram usar o salário para assistencialismo. Para Pavinato, o salário de prefeito não compensa diante das responsabilidades. "O prefeito administra com dificuldades e por mais correto que seja, vai acabar sobrando depois do mandato alguma questão para ser respondida junto aos tribunais e aí vai ser com dinheiro do bolso que ele vai ter que se defender."
O cambeense lembrou que "enquanto juízes e promotores ganham mais de R$ 20 mil, pelo seu horário específico de trabalho, o prefeito não tem décimo terceiro, nem férias e fica à disposição da comunidade 24 horas por dia". "Não quero profetizar, mas acho que do jeito que está, não teremos mais pessoas interessadas em assumir o cargo de prefeito, está virando bicho em extinção."
Lehmann concorda. "A gente tem todo mundo fiscalizando e cobrando, fora as denúncias que são feitas e a gente tem que se defender na Justiça depois." (E.F.)

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