Cargo de 5º secretário foi motivo de disputa
Minutos antes de a sessão na Assembléia começar, a quinta secretaria (que seria do PST) virou motivo de briga entre os deputados. Uma nova chapa chegou a ser levantada, composta pelos mesmos nomes nos demais cargos, mudando apenas o quinto secretário. Serafina Carrilho (PL) queria o cargo, também disputado por Hidekazu Takayama (presidente do PST) e Nelson Garcia (que era um dos cinco nomes do PFL que disputavam a primeira vice).
Takayama, conforme pedido do diretório estadual do partido, ocuparia o cargo. Mas seu único companheiro de partido, Divanir Braz Palma, líder da bancada, disse ontem que ficou sabendo somente na noite de segunda-feira da decisão, quando voltou de viagem. Então achei melhor que o partido abrisse mão do cargo e cedesse ao apelo do governo, que queria a quinta secretaria.
O deputado disse que ficou satisfeito com o fato de o indicado para o cargo (Nelson Garcia) ser, assim como ele, representante do Noroeste. Hermas Brandão (PTB) explicou aos jornalistas que a falta de entendimento no PST motivou a retirada do partido da chapa. Hermas disse que havia prometido a vaga ao PFL.
Takayama resolveu afastar-se da queda-de-braço e subiu à tribuna, pouco antes do início da votação, para dizer que abria mão da quinta-secretaria. Ele afirmou que estava contribuindo para a harmonia na Casa.
Valdir Rossoni (PTB), ao comentar as disputas pelos cargos, reafirmou que sua posição foi de apoiar o governo. Pressões existem. Política é assim.
Alceni Guerra disse que sugeriu três nomes para ocupar a liderança do governo, com a saída de Rossoni, que vai para a primeira secretaria. Segundo ele, os cotados são Durval Amaral (PFL), Ribas Carli (PPB) e Ademar Traiano (PTB).
O Palácio Iguaçu teve que engolir Hermas que trabalhou o ano todo por sua indicação como presidente. Em 98, o então secretário da Agricultura deixou o governo Jaime Lerner (PFL) por conta de denúncias de desvio de recursos. Hermas disse que sua gestão pretende reforçar a independência do Legislativo. Ao ser questionado se a Casa teria demonstrado submissão ao governo, Hermas disse que não. Ele disse que o Programa de Demissões Voluntárias da Assembléia continua e que pretende implantar um programa de Cargos e Salários para valorizar os funcionários mais antigos. (M.D.)





