Cardoso visita escola no Rio
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sábado, 19 de julho de 1997
Das agências Rio e Maceió 
Depois da reunião com o governador interino de Alagoas, Manoel Gomes de Barros, o presidente Fernando Henrique Cardoso seguiu de helicóptero para uma visita ao CEI (Centro de Educação Integral), em Quintino (zona norte), na manhã de ontem. Lá, o presidente não quis comentar a reunião com Barros. Só tem uma coisa para falar: o importante é o que está acontecendo aqui hoje. Parece que eles aprendem rapidamente aqui, disse Fernando Henrique referindo-se aos alunos que trabalhavam em computadores em uma das salas do CEI.
Fernando Henrique chegou ao CEI às 10h40 e estava acompanhado por dona Ruth Cardoso, pelo ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, e pelo governador do Rio, Marcello Alencar. O CEI fica localizado no Complexo de Quintino (zona norte da cidade), que reúne 13 prédios, em uma área de 1 milhão de metros quadrados. A administração do complexo é feita pelo governo estadual. O complexo oferece cerca de 60 cursos profissionalizantes, ensino regular de 1º grau, cursos técnicos e espaço para a prática de esportes. Até 95, o local era usado por uma unidade da Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor), atualmente extinta.
Fernando Henrique foi recebido pela presidente da Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica), Nilda Teves, que explicou como funciona o projeto. Dois alunos do CEI, Luís Felipe da Silva Alves, 12, e Jeferson Brandão, 22, subiram ao palanque onde estava o presidente e o abraçaram. Fomos lá para provar que nem todos os estudantes estão contra o presidente, disse Brandão, aluno da 3ª série do 2º Grau.
PM As polícias civil e militar de Alagoas rejeitaram a proposta do governo - de pagar em agosto três dos seis meses de salários atrasados - e decidiram permanecer em greve. A proposta foi feita pelo comandante da PM, coronel João Evaristo, depois de retornar de um encontro, em Brasília, com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, e com o ministro da Justiça, Íris Rezende. Nenhum PM ou policial civil vai para a rua se o governo não colocar o salário em dia, afirmou o presidente do Clube dos Oficiais da PM, major Paulo Nunes.
Segundo Nunes, a proposta do governo será ainda analisada em uma assembléia geral da categoria, na quarta-feira.


