Cardoso rejeita tese de convocação extraordinária
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quarta-feira, 22 de outubro de 1997
Agência Folha Brasília 
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que não está estudando convocar o Congresso em caráter extraordinário, em janeiro. A convocação se daria para acelerar a votação das reformas da Previdência e administrativa. Hoje, em outubro, o presidente não está pensando em convocação, disse o porta-voz da Presidência, Sergio Amaral. Segundo ele, esse assunto não está sendo objeto das conversas do presidente com seus líderes no Congresso.
Ao comentar a proposta do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que retira os municípios da obrigatoriedade de contribuírem para o FEF (Fundo de Estabilização Fiscal), o porta-voz disse ainda que FHC espera que os senadores vejam a importância do FEF para o equilíbrio fiscal e a manutenção da estabilidade econômica e da moeda quando da apreciação dessa proposta.
Amaral disse também que o presidente vai se empenhar, pessoalmente, para que seja aprovada a iniciativa do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e do deputado Michel Temer (PMDB-SP), presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente, de diminuir os entraves legislativos para a aprovação das reformas.
Segundo Amaral, o presidente não concorda com a análise de que a reforma da Previdência voltou à estaca zero. Tal como está, ela foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, restando apenas uma nova votação na Câmara. O presidente também vai se empenhar para que ela (a reforma) seja aprovada tal como veio do Senado, pois o texto apresenta sensíveis ganhos, como o fim dos privilégios, se comparado com o texto inicial.
Sobre o pronunciamento do senador Pedro Simon, dizendo que FHC e seu vice, Marco Maciel, se afastariam de seus cargos 45 dias antes das eleições em 98, o porta-voz afirmou que isso é pouco plausível que ocorra algo nessa ordem, nem faz sentido.


