O presidente Fernando Henrique Cardoso rebateu ontem as críticas de que seu governo garantiu a estabilidade da moeda, mas não fez nada na área social. ‘‘Como esqueceu do social um governo que dobrou o gasto per capita em saúde e está produzindo este choque energético na saúde?’, disse o presidente durante solenidade de assinatura de convênios com os estados, em Brasília, no valor de R$ 250 milhões, para serem aplicados em aquisição de equipamentos destinados ao atendimento nas emergências dos hospitais e assistência às gestantes de alto risco. Segundo ele, o resultado das políticas para a área de saúde ‘‘só se fará sentir no decorrer do tempo’’.
Fernando Henrique disse ter se empenhado ao ‘‘máximo’’ para evitar que os ministros transformassem o Ministério da Saúde em ‘‘alavanca eleitoral’’. ‘‘E nenhum deles transformou, nem a Educação nem a reforma agrária nem a área social’’, afirmou. ‘‘Isso porque nós temos um compromisso, que é um compromisso meu de vida e de todos que estão no governo, um compromissão sério, um compromisso com o País.’
Em seu discurso, Serra comparou também os gastos com saúde no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá. Ao ressaltar que os EUA gastam US$ 4,2 mil per capita por ano com saúde e falar sobre os investimentos no setor na Inglaterra e no Canadá, o ministro acrescentou que mesmo nestes países, em tempo de campanha eleitoral, a população reclama. ‘‘É o principal tema de campanha e os trabalhistas não teriam ganho a eleição não fossem as críticas na área de saúde’’, ponderou o ministro, após exigir melhor atendimento à população.Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)EmergênciaFernando Henrique, ao lado de Serra, durante assinatura de liberação de recursos para hospitaisIsabel Braga
e Tânia Monteiro
Agência Estado

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