O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem, por meio de seu porta-voz, Georges LamaziSre, que as críticas feitas à equipe econômica do governo estão sendo desmentidas pelos fatos, ‘‘que têm demonstrado a capacidade de o Brasil enfrentar a crise’’. Segundo o porta-voz, essa capacidade tem sido reconhecida por analistas nacionais internacionais. ‘‘Erros foram cometidos, mas já foram corrigidos’’, disse LamaziSre. No primeiro dia de convenção do PFL, economistas convidados pelo partido justamente fizeram críticas sobre o ritmo das reformas.
O presidente também não considera que, no plano político, o episódio tenha reflexos na coesão entre os partidos da base para votação de temas de interesse do governo no Congresso. ‘‘O presidente não vê problema quanto à coesão da base governista e comenta que hoje (ontem) teve um excelente encontro com os presidentes de três partidos da base’’, disse o porta-voz. Segundo LamaziSre, no encontro - um café da manhã ontem, convocado por FHC - ‘‘o presidente expressou a sua concordância e a concordância de todos com a necessidade de continuidade das reformas’’.
O presidente também disse que ‘‘as Comissões Parlamentares de Inquérito em curso são importantes’’, e têm permitido inclusive a correção de problemas, ‘‘como tem sido demonstrado por medidas pontuais que o Banco Central tem tomado para corrigir falhas detectadas justamente no curso destas investigações’’.
Mas o presidente, ainda segundo o porta-voz, considera que as CPIs, no entanto, ‘‘não devem impedir que outros setores do Congresso continuem a avançar em outras questões, como a reforma judiária, tributária e outras postas no Congressso’’.
Após o café da manhã, o ministro das Comunicações Pimenta da Veiga disse que reconhece que há ‘‘problemas de convivência’’, relatando: ‘‘O presidente quer promover um melhor entrosamento entre os partidos da base. Vamos inaugurar um novo patamar de convivência. Ficou acertado que os partidos vão conversar mais’’.

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