Cardoso extinguirá Ministério político
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quinta-feira, 31 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
Arquivo FolhaMudando de casaLuiz Carlos Santos, à direita: ministro deixa o PMDB e leva oito parlamentares para o PFLO ministro dos Assuntos Políticos, Luiz Carlos Santos, decidiu mesmo trocar o PMDB pelo PFL e não o fará sozinho. Segundo um de seus companheiros de bancada, Santos deverá levar para o PFL um grupo de oito parlamentares do PMDB e do PL. A lista de adesão inclui deputados estaduais e federais de São Paulo, como o peemedebista Ary Kara.
Para trocar de partido em tempo de se candidatar em 1998, o ministro deverá entrar no PFL antes de 3 de outubro, quando se encerra o prazo de filiação partidária. Com a saída de Santos do PMDB, o presidente Fernando Henrique Cardoso pretende extinguir o Ministério Extraordinário, criado para facilitar as articulações para aprovar a emenda da reeleição no Congresso.
A mudança de partido de Santos foi acertada esta semana com o embaixador Jorge Bornhausen, presidente licenciado do PFL. Antes de embarcar na quarta-feira para uma viagem de descanso em Paris, Luiz Carlos Santos fez escala em Portugal, onde se encontrou com o embaixador do Brasil em Lisboa.
Lá, Bornhausen e Santos planejaram a festa da filiação para meados de setembro. A data certa só será marcada depois que o embaixador chegar ao Brasil para uma missão diplomática de duas semanas, mas os dois calculam que será após as comemorações do Dia da Independência. Bornhausen virá a Brasília para as festividades do 7 de Setembro, acompanhando o presidente português Mário Soares, que passará 11 dias em visita oficial ao País.
Segundo um amigo do ministro Santos, só haveria uma hipótese de ele adiar a mudança de partido: se o Congresso prorrogar o prazo de filiação partidária para aqueles que vão disputar as eleições gerais de 1988. Mas nem o próprio Santos acredita neste cenário, embora o desejasse. Como o adiamento não interessa ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, não creio que o Congresso o aprove, justificou o amigo de Santos.
A direção nacional do PFL planeja para setembro o que Bornhausen chama de pacotaço de novas filiações. As pretensões pefelistas vão além da cooptação dos parlamentares de São Paulo. O partido quer aproveitar a oportunidade para incluir em seus quadros um grupo de sindicalistas, liderado pelo presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros. Também está nos planos pefelistas filiar, na mesma época, o governador do Paraná, Jaime Lerner, que há quase um ano ensaia sua saída do PDT de Leonel Brizola. A entrada do Lerner está 95% acertada, avaliou ontem um dirigente do PFL.


