Cardoso engaveta idéia do conselho de economistas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
O presidente Fernando Henrique desistiu da idéia de criar um conselho de economistas para assessorá-lo e sugerir rumos para a política econômica do País. Ele avaliou que nesse momento de turbulência na economia não convém discutir, em forum amplo e de opiniões diversas, temas que poderão ou não se transformar em medidas efetivas de política econômica. O risco de tornarem-se públicas discussões ali travadas poderia criar ambiente favorável a especulações no mercado, sobretudo se conflitassem com a política econômica em vigor. No momento a idéia está em banho maria, afirmou o secretário de Planejamento e Pesquisa, Edward Amadeo, responsável pela organização do conselho.
FHC já havia convidado para integrar esse conselho os economistas André Lara Resende, que deveria ocupar a presidência, o presidente demitido do Banco Central, Gustavo Franco, e o ex-secretário da Câmara de Comércio Exterior, José Roberto Mendonça de Barros. Os três aceitaram o convite. Também convidado, o professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), Dionísio Carneiro, não havia respondido ainda.
O sentido original da idéia do conselho começou a ser desfigurado. A intenção do governo era criar um modelo semelhante a outro organismo de governo existente nos EUA, onde um grupo de economistas de reconhecido saber assessora o presidente e sugere caminhos para a política econômica. Só que lá eles são remunerados pelo governo e proibidos de operar em instituições financeiras ou em atividade de consultoria a empresas.


