France-PresseEm faltaFHC abre exposição em Toronto: falta dinheiro para meio-ambienteTORONTO, Canadá - O presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu ontem que está lenta a votação das reformas administrativa, da Previdência e tributária no Congresso. ‘‘Em muitos casos há politiquês, não é partidário, é pessoal’’, disse referindo-se às resistências. Fernando Henrique afirmou que fica ‘‘irritado’’ quando dizem que há falta de vontade política para aprovar as reformas. ‘‘Eu não tenho vontade política? Só se fosse um suicida!’, reagiu. ‘‘Nem precisaria de reeleição se desse para fazer tudo isto’’, declarou, referindo-se às mudanças estruturais tentadas desde o início de seu governo.
Em encontro com 90 empresários brasileiros, que o acompanham na viagem ao Canadá, o presidente pediu o apoio para apressar a votação das reformas e anunciou que será criada uma agência reguladora para o setor de transportes, para cuidar dos portos e das estradas.
O presidente disse aos empresários que o governo está na dependência do Congresso para conseguir regulamentar a abertura dos setores de energia, petróleo e telecomunicações.
Reguladores A criação dos órgãos reguladores é a segunda etapa da abertura da economia brasileira, aprovada no ano passado pelo Congresso. ‘‘Brevemente virá a agência de transportes, para cuidar de estradas e portos’’, anunciou reforçando que ao lado da aprovação das três reformas constitucionais que ainda tramitam no Congresso, é preciso avançar na aprovação dessas agências reguladoras. O setor portuário ainda não conseguiu se tornar eficiente e é alvo constante de críticas de empresários nacionais e estrangeiros. O presidente apontou como erro da Assembléia Constituinte de 88 por não ter aberto o País aos investimentos estrangeiros.
Meio ambiente Fernando Henrique Cardoso inaugurou ontem, no Toronto Science, uma exposição e um seminário sobre meio ambiente promovidos pelos governos do Brasil e do Canadá. Em discurso, pediu ajuda financeira aos países desenvolvidos para que as demais nações do mundo possam atuar de maneira conjunta na preservação da natureza, ‘‘porque sozinho fica mais difícil’’.

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