Cardoso acha que pode fazer pouco por Covas
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quinta-feira, 30 de julho de 1998
Christiane Samarco Agência Estado 
O presidente Fernando Henrique avalia que pouco pode fazer para melhorar a performance do governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), nas pesquisas de intenção de voto. O presidente vota no Covas, mas não tem como o ajudar agora, reforça um interlocutor de FHC.
O Covas é que tem de agir e colar sua campanha na do presidente, sugere. O comitê central da reeleição examina a inclusão de São Paulo na agenda de viagens de FHC. Mas a assessoria da campanha avalia que nem a presença do presidente, pedindo votos ao tucano, dará impulso à candidatura Covas. Será preciso, antes, que o próprio Covas trate de atrelar o nome ao de FHC.
A sugestão do comitê central tem razões numéricas registradas na última pesquisa de intenção de voto. Exatos 42% dos paulistas consultados disseram que votam em FHC, enquanto apenas 12% se revelaram dispostos a reeleger Covas. Os analistas afirmam que o que está em jogo em São Paulo não é uma avaliação crítica do governo Covas, mas do governador. Afinal, os consultados fizeram mais restrições à pessoa do candidato do que ao trabalho dele no Palácio dos Bandeirantes.
O comitê central e o presidente apostam no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão para Covas reverter a imagem antipática que persiste entre a maioria dos paulistas. Mas, como ainda restam 18 dias até o início do programa, fica a sugestão de atrelar, e já, as duas campanhas.
Não é possível que o nosso adversário em São Paulo tire proveito do bom desempenho do presidente no Estado, e o Covas, que é nosso amigo e aliado, não faça nada, registrou um tucano que trabalha com FHC.


