Caravana da Copel não encontra deputados
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quinta-feira, 26 de julho de 2001
Cristiane Oya De Londrina Marcos Zanatta De Maringá 
Cerca de 40 pessoas participaram anteontem da primeira vigília simbólica do Fórum Popular Contra a Venda da Copel, em Londrina. Munidos com velas, faixas, fogos de artifício e carro de som, os manifestantes se concentraram em frente ao prédio da Superintendência Regional da Copel e partiram em carreata para os endereços dos deputados estaduais Moysés Leônidas (PSB) e Antonio Carlos Belinati (PSL).
Aqui nós temos dois deputados que, por enquanto, estão contabilizados como favoráveis à venda e esperamos sensibilizá-los, porque não é possível que continuem numa posição teimosa e anti-paranista, afirmou o coordenador-executivo do fórum, Nelton Friedrich. A vigília, que deve acontecer em outras 25 cidades do Interior do Estado, pretende conseguir a adesão de três deputados para completar as 27 assinaturas necessárias ao projeto popular que impede a privatização. O governo pretende vender a estatal em outubro ou novembro.
Apesar da vigília ter sido divulgada por toda imprensa estadual, os deputados não estavam na cidade. Leônidas alegou que tinha compromissos em Curitiba. Eu não pude atender porque não marcaram e fiquei sabendo que a manifestação seria ontem (anteontem) somente quanto acordei e li o jornal. Eles tinham o calendário deles e eu tinha o meu, justificou. Leônidas disse que ainda não tem posicionamento quanto à proposta do governo.
Antonio Carlos Belinati, filho da vice-governadora Emília Belinati (PTB), também não recebeu os manifestantes. O porteiro do prédio onde mora o deputado informou que o deputado estava em Curitiba, mas ele não foi encontrado pela Folha.
Hoje estão programadas manifestações em frente as residências dos deputados Edno Guimarães (PSL), em Cianorte; Nelson Garcia (PFL), em Umuarama, e Nelson Turek (PFL), em Campo Mourão.
Maringá
O fórum também fez vigília em frente a casa dos três deputados estaduais de Maringá, depois de um ato público prejudicado pela chuva na Praça Raposo Tavares. Nosso objetivo não é arrastar muita gente nem conversar com os deputados, disse Nelton Friedrich, depois de ser informado que nenhum dos três deputados por Maringá estava na cidade.
A vigília começou no prédio onde mora o deputado Divanir Braz Palma (PST), seguindo para a casa de Serafina Carrilho (PL) e terminando na frente do edifício de Ricardo Maia (PSB). São os três votos que precisamos para aprovar o projeto contra a venda da Copel, argumentou Friedrich.


