Caras-pintadas voltam a se reunir em Brasília
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quarta-feira, 23 de maio de 2001
Denise Madueño Agência FolhaDe Brasília 
Os caras-pintadas fizeram ontem a maior manifestação estudantil na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra o presidente da República desde 1992, quando os estudantes pediram a saída de Collor. A manifestação reuniu 3 mil alunos, segundo estimativa da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), coordenadora do movimento. A PM estimou em 1,2 mil manifestantes num primeiro momento e, mais tarde, em menos de 2 mil. No coro dos manifestantes que estavam com o rosto pintado de verde e amarelo FHC, Arruda e Jader foram considerados iguais.
Os estudantes defenderam a criação da CPI da Corrupção e pregaram fora FHC. Eles também pediram a cassação de ACM e Arruda e protestaram contra o apagão. O argumento apresentado por FHC de que não sabia da gravidade do problema de energia elétrica no País foi motivo de chacota. Isso é balela. A conta dessa crise tem de ser mandada para o presidente, não para o povo brasileiro, afirmou a presidente da Ubes, Carla Santos.
Na manifestação, FHC foi considerado o chefe da quadrilha. Se for necessário, vamos impichar mais um, disse Carla. ACM também foi alvo nas letras das músicas, nem sempre publicáveis, cantadas pelos manifestantes. Em frente ao Congresso, alguns manifestantes mergulharam no espelho dágua, varreram a calçada e provocaram os policiais militares que cercavam o prédio, cerca de 300. Jogaram água, baixaram as calças e chegaram a atirar paus nos policiais, que não reagiram. Os estudantes queimaram uma alegoria de quatro metros em forma de pizza no final da manifestação.


