Durante depoimento ontem na 2 Vara Criminal de Londrina, o capitão da PM Ricardo Eguedis teria confirmado que se sentiu ''ameaçado e constrangido'' quando o vereador Joel Garcia (PP) ligou para ele cobrando explicações sobre a apreensão do carro da família, dirigido pela esposa do pepista, durante uma blitz, em 2009. O depoimento se refere ao processo no qual o vereador é acusado de concussão pelo Ministério Público (MP), por supostamente ter se utilizado da condição de agente público para obter vantagem indevida, com a liberação do veículo. Situação conhecida popularmente como ''carteirada''.
Eguedis, que comandava a Companhia de Trânsito, não quis dar mais detalhes do depoimento. ''Ratifiquei o que já está nos autos'', resumiu. O advogado do vereador, Dely Dias das Neves, negou que tenha ocorrido ameaça. ''Ele (Eguedis) se confundiu em relação a alguns fatos. Primeiro disse que havia ligado para o Joel depois de ficar sabendo dos fatos, depois disse que foi Joel quem ligou pra ele.'' Novos depoimentos serão agendados.

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