Quando a Petrobras resolveu investir na ampliação e modernização de seu parque industrial no Paraná, o grande desafio era garantir que haveria empresas capazes de atender à demanda. Desde 2007 um grupo de empresários de diversas cidades do Estado se reuniram na Rede Petro Paraná, que conta com o apoio do Sebrae. Hoje o grupo é formado por 54 empresários, todos cadastrados na Petrobras. ''A dificuldade é a pequena empresa atuar na grande empresa'', explica Pedro Cesar Rychuv Santos, do Sebrae.
Desde 2007 a Rede Petro e o Sebrae trabalharam para permitir os empresários conseguissem o registro na estatal. ''Todas os convites para participar de licitações da Petrobras vem desses cadastros'', informa. O restaurante de Pedro Paulino Basso a proximidade com a Rede Petro e o Sebrae ajudou a empresa a conseguir certificados de qualidade. Basso mostra com orgulho o certificado que atesta que a empresa dele é capacitada para atender à estatal.
Para Juarez Márcio Machado, diretor executivo da Rede Petro, a qualificação do empresariado paranaense abre a possibilidade do Estado receber novos investimentos. ''A Petrobras tem dificuldade para encontrar fornecedores que atendam às exigências que ela faz. Ter uma massa crítica de empresas que possam ser fornecedores possibilita que outros investimentos venham para cá'', aposta.
Machado não soube dizer o volume dos negócios gerados pela Rede no Estado. Mas garante que todas as empresas envolvidas na Petro tiveram crescimento médio de 10%. ''A maioria tem visto de 70 a 80% de sua rentabilidade vir do setor de petróleo e gás'', conta. Para Machado, a dificuldade das empresas hoje é encontrar profissionais qualificados.
Para Hussein Hissam, a cidade também deixou de investir em segurança. Segundo ele o excesso de gente circulando pela cidade aumentou os problemas com violência e tráfico de drogas. ''A cidade não tem estrutura de polícia para atender a tudo isso'', aponta. (R.C.F.)

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