Embora o deputado federal londrinense Alex Canziani (PTB) tenha sido o segundo candidato à Câmara Federal mais votado no Paraná, sua votação em Londrina representou apenas 14% do total de votos recebidos (187 mil). O mais votado na cidade foi Marcelo Belinati (PP), que disputou as eleições municipais em 2012 e acabou derrotado no segundo turno por Alexandre Kireeff (PSD).
Ex-candidato a prefeito de Londrina, o deputado federal reeleito Luiz Carlos Hauly (PSDB) obteve a segunda maior votação na cidade – 36 mil votos. Mais 50 mil votos foram obtidos pelo tucano fora de Londrina. Em seguida, vem Canziani, com 27,5 mil votos na cidade. O petebista, que vai para o quinto mandato, afirmou que "não é possível se eleger só com os votos de uma cidade, pois, se surge um outro nome na eleição seguinte, você perde a eleição".
Questionado se teria herdado uma parcela dos votos que iriam ao deputado federal André Vargas (sem partido), que não disputou essa eleição, Canziani negou. "Não acredito nisso. Na eleição anterior, a diferença entre nós dois foi de mil votos. Nesta eleição, por exemplo, tive o mesmo número de votos em Apucarana, onde Vargas tinha o apoio do prefeito (Beto Preto, PT)."
Marcelo Belinati disse que assume "com muita gratidão por ter sido o deputado mais votado da história computando apenas Londrina". Ex-vereador e médico com atuação no INSS e no serviço de saúde estadual, ele viaja hoje a Brasília para uma reunião da bancada pepista.
O quarto mais votado na cidade foi o vereador Mário Takahashi (PV), que fez apenas 9,3 mil votos - 12,6 mil em todo o Paraná - e não se elegeu. "Acho que o resultado da eleição é reflexo do pouco tempo que tenho na Câmara", afirmou, lembrando que nem completou dois anos do mandato como vereador. "Mas, mesmo assim, quem votou em mim, tem a percepção de que estou fazendo um bom trabalho."
Outro londrinense que não conseguiu uma vaga na Câmara Federal foi o sindicalista Denilson Pestana (PT). Quinto mais votado na cidade, ele fez 5,5 mil votos aqui e 23,3 mil no Estado.
O deputado federal Reinhold Stephanes (PSD), que também tem domicílio eleitoral em Londrina e era indicação de Kireeff para a Câmara Federal, não conseguiu a reeleição: foi o sexto mais votado na cidade, com apenas 5,3 mil votos (e 78 mil em todo o Paraná). Stephanes elegeu-se em 2010, mas pediu licença do cargo para chefiar a Casa Civil no governo de Beto Richa (PSDB). O filho do ex-ministro, Stephanes Júnior (PMDB), que disputava vaga na Assembleia, também não foi reeleito.
Outros três londrinenses estavam na disputa, mas obtiveram baixo número de votos tanto em Londrina quanto no Estado: José Giuliangeli de Castro, mais conhecido como Zezinho Fisioterapeuta (PDT), que, no governo do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), era assessor para assuntos de acessibilidade, foi o décimo mais votado na cidade; a apresentadora de TV Vanessa Campos (PTB), mulher do presidente da Sercomtel, Christian Schneider, ficou em 11º lugar em número de votos na cidade. E Geraldino da Leste (PTN), que há anos se candidata como vereador ou deputado, nesta eleição fez 1,3 mil em Londrina.
Candidatos de fora, como Takayama (PSC), Paulo Martins (PSC) e Oliveira Filho (PRB), fizeram mais votos que os políticos com domicílio eleitoral em Londrina.

Imagem ilustrativa da imagem Canziani e Hauly ‘engrossam’ votos fora de Londrina
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