O prefeito de Cantagalo (80 quilômetros a oeste de Guarapuava), Matheus Paulino da Rocha (PFL), contabiliza dívidas de R$ 1,6 milhão deixadas pelo antecessor, João Konjunski (PTB), além de um parque de máquinas sucateado. Ele voltou ao cargo depois de quatro anos.
‘‘Estou nervoso e triste por ver o que fizeram com o patrimônio do povo do Cantagalo’’, reclamou. Ele disse que terá de encontrar uma solução para quitar a folha de pagamento dos servidores e pagar alguns fornecedores. ‘‘Os funcionários não receberam os salários de novembro, dezembro e nem o 13º’’, disse Rocha.
O prefeito pediu paciência a fornecedores e servidores. A prefeitura de Cantagalo contratou uma auditoria para fazer um levantamento completo das dívidas, que será apresentado à população.
Além de reclamar da situação financeira do município, Rocha criticou também o prédio do Executivo. ‘‘Este prédio é muito grande, não conheço nem metade dele e vai dar pano pra manga para conseguirmos pagar o financiamento. É bonito, mas custou caro para a população’’, reclamou.
As atividades na prefeitura deverão voltar ao normal somente no dia 12 de fevereiro, quando o Executivo terá o relatório final das dívidas existentes. A partir daí Rocha pretende colocar em ação o seu plano de governo. ‘‘Neste primeiro ano, não podemos garantir que muita coisa será conseguida, mas vamos trabalhar firme’’, garantiu.

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