Candinho só fala
na Assembléia
depois do recesso
A queda-de-braço entre a Chefia da Casa Civil e a liderança do governo na Assembléia Legislativa, em torno da convocação do secretário de Segurança, Cândido Martins Oliveira, não teve derrotados.
Os deputados governistas aprovaram ontem o requerimento que chama o secretário para prestar esclarecimentos sobre o conteúdo das fitas que mostram cenas de despejo de sem-terra pela Polícia Militar. No entanto, a ida dele ocorrerá somente depois do recesso parlamentar, em agosto.
O acordo foi engendrado nos bastidores pelo presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), e não representa desgaste político nem para o líder do governo Valdir Rossoni (PTB), nem para o secretário-chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas, que não quis se manifestar sobre o mérito da decisão tomada pela liderança.
Foi Khury quem anunciou ontem à tarde que o secretário de Segurança do governador Jaime Lerner (PFL) falará só em agosto. O governo aposta que até lá a crise com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) esteja superada.
Rossoni voltou a insistir na tese de que quanto antes Cândido Martins comparecer à sabatina dos deputados, melhor para a imagem do governo. ‘‘Acho que uma vinda mesmo a daqui um mês não esvazia o nosso objetivo de deixar as coisas transparentes’’.
Para a oposição, a ida do secretário somente em agosto perde o objetivo da convocação propalada pela bancada governista. ‘‘Mostra a real intenção deles de empurrar o problema dos sem-terra com a barriga’’, criticou o deputado Ângelo Vanhoni (PT). (L.D.)

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