Candido de Oliveira assume as articulações no interior
Arquivo FolhaRafael Greca volta da Itália e vai encontrar no lugar dele, na Casa Civil, Cândido OliveiraO chefe da Casa Civil, Rafael Greca (PFL), vai ter uma surpresa quando retornar da sua viagem à Itália, no dia 9 de março. O secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira (PFL), já estará no seu lugar, fazendo as articulações do governo junto aos prefeitos do interior, fundamental no ano da reeleição do governador Jaime Lerner (PFL).
A estréia de Cândido de Oliveira está sendo preparada para logo após o Carnaval. O governador já teria manifestado seus planos para o secretário, durante uma reunião na última quinta-feira. O advogado José Cid Campêlo Filho permanecerá na diretoria geral da Casa Civil, cargo que desempenha desde o início do governo Lerner.
A secretaria de Segurança fica com o PFL, apesar do governador desejar que a escolha seja técnica para não gerar mudanças de conduta na questão dos sem-terra com ruralistas, o principal foco de atenção da pasta. O diretor geral, Fajardo Faria (PFL), e o chefe de gabinete de Cândido de Oliveira, Rubens Abrahão Tanure (PFL), disputam a indicação.
Faria é procurador licenciado. Ligado ao presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), Faria já foi cotado para assumir o lugar de Edson Vidal, na mexida que deu a secretaria de Justiça e Cidadania para Eduardo Virmond. Tanure já foi superintendente da Polícia Federal no Paraná e é classificado pelo próprio Cândido de Oliveira como seu homem de confiança.
A Segurança é uma área perigosa, que requer uma pessoa de experiência, avalia o novo chefe da Casa Civil. Formado em Direito e funcionário do Tribunal de Contas durante 25 anos, Cândido de Oliveira já ocupou mesma função durante o governo Paulo Pimentel (PFL). É importante para um governo que o seu canal político seja bem trabalhado, avalia.
A passagem de Cândido Martins pela Segurança teve momentos de turbulência. Além dos conflitos com os sem-terra, que, em dezembro de 96, - depois de um tiroteio em Santa Isabel do Ivaí -, quase lhe renderam a queda, a morte por engano do estudante Rafael Zanella forçou seu comando a rever erros antes cometidos pelas polícias Civil e Militar.
O remanejamento do secretário para a Casa Civil foi a primeira mexida revelada pelo governador há 15 dias. O anúncio de Lerner coincidiu com a última crise vivida por Cândido Oliveira. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pediu a cabeça do secretário, acusado de conivência na morte do sem-terra Sebastião Camargo Filho, em Marilena, no Noroeste do Estado.(LD)





