Brasília - A Executiva Nacional do PMDB tomou a decisão política de aceitar o registro da candidatura do senador Roberto Requião (PR) a presidente da República, mas montou um rito de votação que deve impedir a apreciação do assunto na convenção partidária de hoje.
Entre as 9h e as 17h, os convencionais, reunidos no auditório Petrônio Portela, no Senado, decidirão se aceitam ou não a aliança com o presidenciável José Serra (PSDB-SP) e a indicação da deputada Rita Camata (PMDB-ES) para vice na chapa tucana. Depois de apurado o resultado, se a coligação com o PSDB não for aprovada, o que a cúpula peemedebista considera improvável, é que a candidatura de Requião será submetida a voto.
O senador decidiu recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para anular a convenção peemedebista, pois os dissidentes pretendem manter a polêmica em torno do apoio a Serra.
Para o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), a candidatura de Requião é ‘‘apenas uma desculpa para sua provável infidelidade à decisão do partido’’. O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), disse que a decisão de aceitar o registro da candidatura foi uma ‘‘liberalidade’’ da Executiva, por não ter amparo no estatuto do partido.
Temer disse que o estatuto estabelece que os assuntos que serão discutidos na convenção têm de ser publicados com oito dias de antecedência. Uma resolução do partido, no entanto, prevê a inscrição de candidaturas até 48 horas antes da convenção.
Para Temer, a resolução é inferior ao estatuto, o que sustenta a decisão da cúpula partidária - amplamente favorável ao acordo com Serra.

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