Candidatura de Roseana escapa do comando do PFL
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sábado, 10 de novembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
Não era para valer. A candidatura da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, à presidência da República, foi lançada, há dois anos, e relançada em setembro último, como balão de ensaio. O PFL não queria, necessariamente, dimensionar sua capacidade eleitoral. Mas fortalecer um partido que vinha perdendo poder.
As últimas pesquisas de opinião, entretanto, transformaram o que era devaneio em realidade. Hoje, a candidatura Roseana escapa do comando do PFL. De agora em diante, o partido terá que afiar as garras para segurar um segundo lugar Roseana vem atrás de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT até que seja costurada a aliança que interessa tanto ao PFL, como ao PSDB e PMDB.
''Devemos ter estratégia, mas não podemos deixar de considerar como parceiros o PSDB e PMDB'', disse o secretário-executivo do PFL, Saulo Queiroz. O PMDB terá prévias em janeiro para escolher seu candidato, e o PSDB assiste, em crise, ao crescimento de Roseana. Ainda assim, os tucanos insistem em ser cabeça de chapa em 2002. Gostariam de tê-la como vice.
A candidatura acontece à revelia do PFL. Roseane, mais de uma vez, disse que se esforçaria para ajudar o partido, mas pretendia disputar o Senado. ''Não quero ser azarão nem vou me oferecer ao sacrifício. Tenho meus limites'', dizia. Há uma semana, quando soube dos 19,3% obtidos junto ao eleitorado pesquisado pelo Instituto CNT/Sensus, Saulo disse à governadora: ''Prepare-se. Você não é mais dona de seu nariz. Nem você nem o PFL tem mais comando sobre isso''.


