Favorito para vencer as eleições municipais em Curitiba no primeiro turno, segundo as pesquisas que circulam pela cidade, o prefeito Beto Richa (PSDB) corre risco de nem poder ser candidato. Tudo porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em recente consulta feita pelos adversários políticos de Richa, considerou que o cargo de vice-prefeito, que ele exerceu antes de ser eleito em 2004, já é um mandato e que Richa teria participado de uma reeleição, não podendo ser reeleito mais uma vez. ''Ainda não tem definição sobre minha candidatura, pois esse não é o momento'', disse o prefeito ontem, em visita à Redação da FOLHA. ''Mas eu entendo que posso participar da reeleição. Já há uma jurisprudência, no caso do (Geraldo) Alckmin (ex-governador de São Paulo)''.
Questionado se já está de olho no Palácio Iguaçu em 2010, Richa, que tem índices de aprovação de 84% a 89% da sua gestão na Prefeitura de Curitiba, diz que primeiro tem que pensar eleição deste ano. ''Não penso em 2010. Antes tenho que pensar em 2008. Faço política com muita tranquilidade'', declarou.
O prefeito aponta o seu estilo de administração e as várias obras pela cidade como os principais motivos do alto índice de aprovação. ''Criei as audiências públicas, nas quais as pessoas são ouvidas e participam das decisões em seus bairros. Sinto grande satisfação com isso'', disse.
Entre obras e projetos da sua gestão, Richa destaca a redução da tarifa do transporte público, a sinalização dos radares, o restaurante popular, o complexo de pisicinas para crianças, o Tecnoparque e o Bom Negócio. ''As coisas acontecem em Curitiba. Tenho cumprido todos os compromissos de campanha'', finalizou o prefeito, que ontem à noite participaria como paraninfo da formatura de 730 alunos da Unifil, no Moringão, em Londrina.

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