Candidatura de Lula cresce na classe A
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quarta-feira, 17 de abril de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Foi absolutamente homogêneo o crescimento da candidatura Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que saltou de 24% em março para 31% em abril, mas ele ganhou mais votos entre os eleitores mais velhos, os mais instruídos, os mais ricos e os que avaliam como ótima e boa a administração do governo FHC. Uma comparação entre as planilhas das duas pesquisas Ibope-Bank of America, que incluiu o nome de Roseana Sarney, mostra que o petista cresceu em todas as faixas das oito variáveis investigadas. O apoio ao candidato do PT é quase duas vezes maior entre os homens do que entre as mulheres. Lula ganhou votos em todas as quatro faixas etárias utilizadas pelo instituto de pesquisa, mas o salto maior foi entre os eleitores com mais de 50 anos. Nas faixas mais jovens, o crescimento ficou em torno de 30% entre os resultados das duas pesquisas, mas chegou a 40% entre estes eleitores mais velhos.
O crescimento também foi homogêneo quando a variável examinada é grau de instrução, que é dividido em quatro faixas. Aqui, Lula teve o melhor desempenho entre os eleitores mais instruídos, com nível superior incompleto ou mais. Em março, ele tinha 21% desse eleitorado e ficava praticamente empatado com José Serra (20%). Neste mês, Lula passou a ter 34%, o dobro do percentual de Serra que caiu para 17%. Pelo critério de renda familiar (em salários mínimos), Lula voltou a ter crescimento homogêneo, mas o salto maior ocorreu entre os eleitores mais ricos (mais de 10 mínimos). Em março, Lula tinha 19% desses eleitores, ficando abaixo de Serra que ocupava o primeiro lugar com 25% das intenções de voto.
Neste mês, houve uma reviravolta: o candidato do PT foi o escolhido por 28% desses eleitores, pulando para o primeiro lugar, enquanto Serra caiu para 24%. Quando o voto em Lula é cruzado com a avaliação da administração de FHC, Lula cresceu mais entre os eleitores que consideram a administração ótima e boa. Em março, ele tinha 16% desses eleitores. Agora, 23%.
Na faixa dos que consideram a administração regular ou ruim/péssima, Lula cresceu 29% na comparação entre os resultados dos dois meses. A pesquisa revela também que Lula cresceu em todas as regiões do País. Mas o crescimento foi maior nas capitais, com uma melhora de 47% entre os dois resultados, do que nas cidades do Interior, onde ele ganhou 33% mais votos. O pior desempenho de Lula foi nas periferias, onde ele ganhou apenas 12% mais votos entre os meses de abril e março.
Na divisão por porte do município (em número de eleitores), o melhor desempenho de Lula ocorreu nos municípios entre 20 mil e 100 mil eleitores, onde ele tinha 24% dos votos em março e passou a ter 36% em abril. O candidato também ganhou mais votos nos municípios com mais de 100 mil eleitores, crescendo menos nos municípios menores.


