Brasília - O deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) deu ontem uma demonstração de força de sua candidatura à presidência da Câmara ao conseguir reunir líderes partidários e o presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), em um encontro de coordenação de sua campanha.
Nos bastidores, João Paulo era apontado por petistas de estar por trás da candidatura avulsa de Virgílio Guimarães (PT-MG). Virgílio não apareceu na reunião, frustrando a espectativa dos que acreditavam que ele abriria mão de sua candidatura avulsa ontem. A bancada do PT deve se reunir nos próximos dias para tentar convencer Virgílio a abandonar sua candidatura.
Os líderes aliados foram unânimes em avisar ao PT que é preciso acabar com a divisão interna do partido se unindo em torno de um único nome. ''O problema não é nosso. É do PT. Somos disciplinados e votaremos no candidato do PT, mas vocês têm de resolver esse problema interno. Não pode haver duas candidaturas'', afirmou o líder do PTB, José Múcio Monteiro (PE). Ele defendeu que o PT terá de resolver esse problema antes que Greenhalgh comece as viagens pelo País. Os líderes do PMDB, José Borba (PR), e do PP, Pedro Henry (MT), também fizeram discurso na mesma linha. ''O nome do Greenhalgh não era o meu preferido, mas vou respeitar a decisão do PT'', resumiu Henry. Ele recomendou que o petista se reúna com a bancada ruralista, segmento que resiste ao nome de Greenhalgh.
Abraçado a Greenhalgh, João Paulo chegou à reunião, que tinha cerca de 50 deputados, disposto a desfazer qualquer mal-entendido. Foi incisivo na defesa da candidatura oficial do PT, elogiou Greenhalgh e disse que participará da sua campanha. ''Estou com Greenhalgh. Vou entrar de cabeça na campanha dele. Não tenham dúvidas disso. Ele mostrou competência e tem uma história irrepreensível'', disse João Paulo.

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